2018

De Centros de Serviços Partilhados a Centros Corporativos

Vida Económica, 29 março 2018

Qual a importância da pergunta: “estará a Google a instalar em Portugal um call-center ou um centro de operações?”
O atendimento em call-center é uma das funções possíveis de serem exercidas em Centros de Serviços Partilhados (CSP). Os CSP concentram recursos de uma organização destinados à execução de atividades comuns às suas unidades de negócio. Estas atividades comuns asseguram a execução de funções de suporte de que são exemplos: contas a pagar, faturação, contabilidade, cobranças e o crédito nas funções financeiras; o helpdesk, serviço
de rede e manutenção das infraestruturas nas funções de tecnologias da informação; o processamento de salários e as avaliações de desempenho nas funções de recursos humanos; a colocação de encomendas nas funções de compras. Os CSP podem assegurar a execução de tarefas específicas (call-center) ou assumir operações globais, caso em que se podem redenominar como Global Business Services.

Os rankings no secundário

Vida Económica, 23 fevereiro 2018

No início do mês de fevereiro os jornais publicaram os habituais rankings de escolas. Os rankings do jornal “Público”, feitos em colaboração com a Católica Porto Business School e inserindo-se na linha de investigação em Benchmarking do SLab, este ano deram enfoque à infl ação das notas de algumas escolas que excedem os limites daquilo que se considera adequado. A questão da infl ação das notas é particularmente relevante enquanto as médias internas forem tidas em conta na média de candidatura ao ensino superior, já que a sobreavaliação pode criar claras injustiças no acesso.

O futuro digital do retalho

Vida Económica, 26 janeiro 2018

O retalho é uma indústria em crescimento, não apresentando quaisquer sinais de retrocesso. As vendas mundiais a retalho cresceram 4,8% ao ano durante a última década, sendo que, em 2016, a atividade digital representava 9% do total das vendas, estimando-se que este indicador atinja os 20% em 2020, acompanhando a expansão global do acesso à internet por parte dos consumidores. Em economias avançadas (Alemanha, UK, Coreia do Sul), a taxa de penetração do acesso doméstico à internet encontra-se acima dos 80%. Outros países, como a Rússia e a Índia, contornaram a era do e-commerce, saltando diretamente para o m-commerce, tirando partido da facilidade, proximidade, fl exibilidade e rapidez promovida pelos sistemas móveis – tabletse smartphones.